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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Os angoleiros do sertão

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Esse é o grupo de capoeira angola do Mestre Claúdio da Bahia, e do contra mestre Xande, de Paraguaçu Paulista. Aconteceu ontem na Unesp, uma vivência com o grupo dos angoleiros do sertão. Lindo de ver! A energia que o grupo transmite durante a vadiagem contagia à quem  assiste facilmente. Essa é minha outra paixão: a capoeira. Hoje já não treino mais, mas, em algum tempo provável ainda espero voltar para o grupo. Enquanto isso, tento unir o útil ao agradável. Já fazia algum tempo que eu queria registrar esse momento!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ele chegou!

Os ventos, os galhos, os movimentos das folhas que caducam! As folhas velhas que caem sob forma de um sinal clássico, anunciam a chegada de uma estação forte e imponente. Pudera me referir apenas ao outono! Ele chegou!  O verão que se vai, me retrai. Sim, e é assim que o outono gosta! Até então, me mostrava fisicamente sob uma condição mais desprendida, entregue, leve, solta. Fecho-me. Lentamente me retraio. Quanta sintonia! As árvores me dizem a mandato da estação que eu também preciso me retrair. Refletir. Mudar! E como as próprias estações do ano, porque eu não me sintonizaria com tamanha naturalidade também?! Talvez, não naturalidade e, sim, necessidade. Que seja e, se for, que venha como os ventos, e que me sirva de impulso!
Entre o paradoxo do que representa o verão e o inverno, ele se encaixa sutilmente, para representar o equilíbrio. Os pássaros se acolhem nos galhos, se acomodam, se preparam. Voam. Uma confiança demonstrada pela própria natureza, na simplicidade de um ato que, muitas vezes, passa nitidamente despercebida às pupilas humanas. Uma pena. O outono, muitas vezes, nos passa despercebido. A sensibilidade anda em extinção. Então, use-a nessa estação. Aproveite a chegada dos dias mais curtos, e use a noite para se tornar mais sensível. Ou, preste atenção na sutileza de um pássaro ao pousar sob um galho. Ou o movimento que uma folha velha e caduca esboça ao se desprender de uma árvore. Veja só quanta coisa pode-se observar nesse outono. Por trás de uma cena simples, linda, natural e encantadora, eu posso repensar minha vida, meus atos, as minhas relações. As estações mudam. O ciclo se renova. Começa mais uma vez, incansavelmente, o outono.
Bem vindos, então! E que ele nos acrescente toda a sensibilidade de podermos perceber com mais intensidade as nuances de toda sua época. Que ele nos prepare fortemente para a chegada de uma introspecção ainda maior: o inverno. Ainda há tempo. Sempre há tempo. A vida, assim como as estações, assim como o outono, nos diz que sempre há tempo. Depende apenas de como você o tem para poder ir além.

Texto: Aline Gonçalves  

terça-feira, 8 de março de 2011

Ao dia Internacional da Mulher! Adentre-se!

Um dia de sensibilidade, um dia diferente, um dia internacionalmente comemorado!Sim, nosso dia, mulheres! Talvez um dia que represente todos os outros, mas, que foi colocado dentro de uma caixinha de vinte e quatro horas para esboçar toda nossa representatividade até os dias de hoje, notoriamente crescente. No entanto, devemos ultrapassar a barreira de um dia apenas festivo e comercialmente comemorado, repleto de rosas vermelhas para todas as mulheres, e pensar além. Pois bem, adentremo-nos ao sentido real de uma comemoração significativa e não apenas enfeitada.
 Sabe-se que a origem desse dia provém do contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, na virada do século XX, onde a mão de obra feminina incorporou-se nas indústrias, especialmente têxteis e, as mulheres, desde então, em massa, protestaram contra as péssimas condições de trabalho da época, consideradas insalubres e perigosas. Além disso, lutaram, inclusive, pelo direito do voto. A partir daí, em vários países, como os Estados Unidos e a Europa - o reconhecimento tomou lugar a um dia comemorativo, simbólico e análogo  às mulheres que começaram desde cedo a fazer história.  Em 1975, a ONU (Organização das Nações Unidas) declarou tal ano como o ano das mulheres e, em 1977 consolidou-se o Dia Internacional da Mulher, para evidenciar não só suas conquistas sociais e políticas, mas, para tornar clara uma indignação diante da descriminação e violência à quais muitas se submetem no mundo todo. Triste imaginar que, em dia comemorativo como o das mulheres, muitas sob o silêncio e o medo, ainda sofrem desse agravo doméstico praticado em proporções gritantes em todo lugar.
Um salto para os dias de hoje: um recorte esboçado por toda a conquista feminina alcançado é dado pelo resultado de um país governado por uma mulher, por exemplo. Quero evidenciar aqui, a sua importância em destaque e, muito além de questões políticas, esse marco histórico deve ser carregado de reconhecimento sim, pela referência que faz ao papel da mulher na atualidade.
Comemoremos nosso dia, mulheres! Comemoremo-nos! Mas...
...não deixe que uma rosa torne seu dia mais bonito apenas porque simboliza o seu dia, internacionalmente reconhecido. Inspire-se de sua missão, seja ela qual for, seja a idade que te marca o rosto, ou a cor que retrata suas origens, e os valores que a sua vida construiu até hoje. Para todas as mulheres, unicamente, por ser mulher: comemore seu dia com toda a força que te trouxe até aqui! Eleve-se, potencialize-se! Mas não deixe que uma rosa cegue seu dia. Permitam-me ousar?! Uma dica: use-a como inspiração do que você possa acrescentar para ser, cada vez mais, uma mulher que faz a diferença - enquanto sujeito da própria história -pelos caminhos que se permite passar. PARABÉNS, mulheres!
Texto: Aline Gonçalves

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Além da imagem...

Comumente aparecem pessoas pedindo certos tipos de imagens a ser capturada.  “Por que você não fotografa isso? Ou aquilo?” Ou então: você prefere fotografar o quê? Cada uma com uma identificação, ou admiração peculiar. Sempre me enrolo na resposta. E isso devido à certeza de ainda não saber o que me encanta de verdade na fotografia. Gosto de registrar aquilo que me admira aos olhos sob o impacto da primeira impressão, a priori. Paisagens, pessoas, animais, situações... Tudo isso sob o contexto de uma boa foto tirada, é lindo. Mas ainda não sei o que mais me fascina dentro dessa infinidade toda que enfeita um enquadramento.
Pensando nessa idéia, me lembrei que um dia me pediram pra fotografar as borboletas. Ouvi de bom coração, e achei uma boa! Embora eu não tenha uma lente específica que retrate com detalhes a beleza dessa criatura que encanta, gostei da minha primeira borboleta retratada. Mas só isso não me bastou. Tirar uma foto, receber elogios e admiração ainda é pouco, diante da impressão que almejo transmitir com essas cores todas. E com a borboleta também, evidentemente. É nisso que quero chegar. E justamente no porquê delas me chamarem tanta atenção.
Sabe-se que, simbolicamente, uma borboleta significa transformação. Então, busquei mais, e li a respeito. Borboletas: a imagem da alma!
Coloridas e diurnas, as borboletas prenunciam acontecimentos alegres, ao contrário de suas irmãs mariposas, quase sempre negras e noturnas, que noticiam a infelicidade. No imaginário humano, porém, ambas estão relacionadas à alma.Na cultura greco-romana, assim como na egípcia, acreditava-se que a alma deixava o corpo em forma de borboleta. A palavra psique, em grego, quer dizer ao mesmo tempo espírito e borboleta. Nos afrescos de Pompéia, a psique é representada por uma criança com asas de borboleta.

Para a civilização asteca, ela era o sopro vital que saía pela boca do morto, além de estar associada a uma divindade (Itzpapalotl, cruzamento de uma mulher com uma borboleta). Esse simbolismo está relacionado à sua metamorfose, que, metaforicamente, expressa a saída do túmulo (casulo) para o renascimento. Essa associação de seu ciclo vital – a passagem do mundo dos mortos para o dos vivos-, também é utilizada na cultura oriental. No Japão, borboletas são espíritos viajantes; o seu surgimento anuncia uma visita ou a morte de um parente. Por outro lado, duas borboletas juntas querem dizer felicidade conjugal. No Vietnã, sua presença exprime longa vida, mas, nesse caso, é devido a uma coincidência fonética: duas palavras com pronúncia semelhante significam “borboleta” e “longevidade”. (sic)
Sob um contexto geral e cultural, pode-se dizer que existe uma analogia entre as diversas explicações acerca das borboletas.
E elas me chamaram a atenção. Não defino essa empatia às borboletas como forma de expressar o que mais gosto de retratar. Mas, com a intensidade com que ela me pôs a pensar.
Existem fases em nossas vidas que nos obrigam, de alguma forma, a crescer, mudar, se transformar. E nada é por acaso. Talvez, as borboletas apareceram nessa hora para me tocar das afirmações do mestre Pessoa: “É tempo de travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos.”
O incrível disso tudo, foi que, ao querer instigar nos outros uma reflexão maior, diante da imagem que registrei, me peguei de surpresa na inquietude de querer entender o porquê das borboletas e ao que isso tudo me remete. Bom, a quem couber, faça também esse exercício reflexivo. Seja qual for a cena principal que lhe atente aos olhos. Procure entender a intensidade com que isso te toca. Por si só, já estará fazendo um movimento construtivo a seu favor. Nunca é demais tornar tudo melhor, quando se pensa com maior intensidade a partir de uma imagem. Engraçado: adorei ser cobaia de mim mesma!E a dúvida que me surgiu no início referente ao que mais gosto de clicar, me trouxe uma certeza como resposta com as próprias borboletas: tornar essencial, aquilo que, muitas vezes, é invisível aos olhos. Veja além! E pense também!
Texto: Aline Gonçalves

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O ensaio com Willian!

Nem a lama e a chuva nos atrapalhou! O cenário escolhido não poderia ter sido melhor! Entre o ferro velho, também haviam cores que enfeitavam a cena! Quando se quer, se faz acontecer. Adorei registrar esse momento adentro! Nada disso seria possível se não houvesse, sobretudo, disposição e autenticidade do fotografando, Willian!
Obrigada, você fez acontecer!

Ensaio Willian Neres









































sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Vulcão Villa Rica

Antes de encerrar toda minha impressão tanto em imagens, quanto em palavras sobre a viagem pro Chile, não poderia deixar de postar uma das fotos que mais me impressionou. Esse é o vulcão Villa Rica, localizado na cidade de Pucón - um ponto turístico de grande referência no sul do Chile. Era por volta de 9:15 da noite quando eu tirei essa foto. Começava a escurecer. A atividade do vulcão era constante. Não deu pra chegar até o topo por circunstâncias pessoais,  mas, ainda de longe, conseguí me sentir tocada por esse monumento natural excepcional que hipnotiza qualquer objetiva que passa por ali! Rs!
E quando eu digo que o melhor da vida são as lembranças, olhar pra essa imagem, me faz reafirmar ainda mais essa idéia!